Quinta, 26 Janeiro 2012 00:29

Empresas são pessoas

 

Montar uma empresa parece ser fácil mas, se pararmos para pensar poderíamos tirar o exemplo de uma vida pessoal, que tem no seu dia-a-dia inúmeras divergências e dificuldades, decisões a ser tomadas, atitudes enérgicas em algumas situações, raciocínio múltiplo, motivação e entender melhor esta questão.

O que dizer da estrutura de uma empresa senão a construção de uma casa, onde suas vigas são a base da sustentação durante toda uma vida. E onde será que está a viga-mestra? Qual o setor que pode se enquadrar como tal? Perguntas freqüentes são feitas por cada um já que elas estão posicionadas em diferentes locais seguindo a variável de cada negócio. Trarei como exemplo o que vejo andando pelo país afora, onde passo de empresário a ouvidor deles e tiro como exemplo tudo o que fiz para tornar meu negócio sólido e tudo o que pude passar de construtivo para aqueles que ouvi.

A chave do sucesso e competência das empresas está associada hoje mais do que nunca em um comprometimento no processo de gerenciamento de pessoas, no comportamento humano. Tecnologia, patrimônio e informatização podem ser adquiridos, muitas vezes até já chegam sem serem pedidos ou projetados; mas uma equipe de funcionários alinhada, competente e motivada leva, as vezes, muito tempo para ser completamente desenvolvida.

E porque não dizer que empresas são pessoas. Porque não dizer que a “viga-mestra” de uma empresa é, na verdade, a competência e estrutura de formação do material humano utilizado. As empresas que sabem lidar bem com pessoas e equipes, que resgatam a dimensão de “pessoalidade” nas suas relações conseguem atingir excelentes resultados de negócio, integrados com um clima interno onde as pessoas curtem trabalhar, onde a motivação, o trabalho em equipe, a flexibilidade, a inovação, o “ousar” estão presentes em alto grau.

O que vejo por onde passo são inúmeras empresas em que pessoas tem cargos de chefia porém não exercem um poder de liderança, de influência. Nos seus currículos são eximíeis técnicos, resolvem grandes questões e por isso foram conduzidos a um cargo de chefe, ocupando “quadrinhos” nos organogramas e progredindo em suas trajetórias profissionais sem buscarem um embasamento para lidar com pessoas e com equipes. Nem sempre uma boa uva se torna um bom vinho. Nem sempre um bom técnico se torna um bom líder. E a conseqüência disto, muitas vezes é o autoritarismo e a omissão, o que gera dois climas cinzas dentro da questão: se o chefe é “durão” em excesso, massacra seu pessoal e se é “molenga” não tem uma contribuição efetiva do grupo que tem em mãos.

Se você identificou alguma destas realidades dentro do seu quadro funcional está na hora de agir. Seu material humano pode já estar desgastado e é muito importante se tomar alguma atitude antes que seja tarde demais e seus prejuízos se tornem irreparáveis; e se ocupa um cargo de liderança na empresa e vê pouco investimento nas áreas de liderança, comunicação e formação de equipes, esta pode ser a hora de sugerir e de influenciar de uma forma positiva a direção e o setor de RH para que isto aconteça rápido. Comece a prestar mais atenção em você e suas atitudes e nas pessoas que estão ao seu redor. Como está sua qualidade de vida, pessoal e profissional? Pense nisto.

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