Quinta, 26 Janeiro 2012 00:33

Sem lei e regras, não haverá limites!

 

Meus caros leitores, hoje não falaremos sobre leis já existentes. Falaremos sim de leis que deveriam existir para resguardar os direitos das empresas e respeitar a integridade das mesmas.

Com o passar dos anos, a grande dor de cabeça daqueles que lutam dia após dia para evitarem a falência de suas empresas e o aumento dos índices de desemprego em todo o país é manter os custos fixos de seus estabelecimentos em dia. Os gastos com luz, água, telefone, internet, pedágios e outros serviços de prestação se tornaram os maiores inimigos dos empresários. Nos perguntamos então: porque isto?

Há alguns anos não muito distantes, o país começou um desenfreado processo de privatização de empresas federais e estaduais de prestação de serviço. As chamadas concessionárias, em sua grande maioria estrangeiras, entraram em acordo com o governo do país, podendo mandar e desmandar durante um período de tempo nos setores adquiridos através de licitações que muitas vezes deram o que falar, conseguindo lucros exorbitantes sobre todos nós e nos deixando a mercê de órgãos regulamentadores que o próprio governo criou; órgãos estes que nós, usuários, temos acesso a mais básica informação e que a cada dia mudam suas regras sem uma prévia aprovação de nossa parte.

Uma pergunta a vocês, leitores: quem pode nos garantir que grandes fraudes não estão sendo feitas neste momento sobre estes serviços que nos assistem? Que lei nos protege? Se uma empresa de telefonia, famosa pelas suas diversas campanhas de marketing e pela divulgação de seus mais de 30 milhões de clientes, cujas regras de funcionamento não são definidas e nem esclarecidas publicamente, simplesmente acrescenta em seus sistemas 1 real a cada conta ou a cada inserção de crédito para seus usuários, o quanto de lucro esta mesma iria obter em 1 mês sem prestar serviço?

Um fato me chamou a atenção há uns seis meses atrás. Uma equipe da Companhia de Águas e Esgoto do Estado foi até minha residência para trocar o medidor de consumo, alegando que o já instalado estava ultrapassado e sem tecnologia para aferir corretamente minha conta. Achei uma iniciativa excelente, afinal, os avanços tecnológicos prometem maior fidelidade aos usuários, gerando economias, etc. e etc. A partir da troca, para minha surpresa, recebi a conta com um valor três vezes superior ao maior consumo que tive em minha residência.

Fica evidente que, ao privatizar grandes empresas de serviços públicos básicos a concessionárias, que quanto mais lucram, seja de que forma for, o governo arrecada cada vez mais, recolhendo seus impostos e pouco se importando com o que nos pode acontecer. Infelizmente, nossos representantes no legislativo nada fazem para que estes abusos parem: parem de fechar empresas, parem de aumentar o desemprego, parem com nossas preocupações.

Precisamos ficar cada vez mais atentos com cada detalhe sobre estas concessionárias que, infelizmente, nos tem na mão. Buscar alternativas para diminuir os custos fixos e verificar falhas similares a que descrevi é hoje a única forma que temos para não ficarmos completamente entregues a sorte.

Pense nisso!

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